Revista INCorporativa

28 Outubro 2008

Blog temporariamente suspenso

Arquivado em: A cara do Editor — incorporativa @ 9:20 pm

Prezados

Este blog esteve ativo durante algum tempo pois tratava-se de um estudo de mercado e comportamento, agradecemos a todos que tenham chegado até aqui.

Agora estamos formatando as informações e em breve redirecionando ações. Não há planejamento de retorno, porém o manteremos no ar.

Para aqueles que apreciam o conteúdo da Revista INCorporativa, por favor acessem diretamente o endereço abaixo. Muito obrigado.

www.incorporativa.com.br

19 Outubro 2008

Estamos de luto, pela inversão de valores, pelas atitudes da imprensa

Arquivado em: A cara do Editor — incorporativa @ 7:53 pm
Tags: , , , , , , ,

Embora quem entre neste site o faça para obter informações sobre negócios e este assunto nada tenha a ver com o contexto ou linha editorial deste veículo de comunicação, de certa forma tem a ver com todos nós – amigos, clientes, fornecedores, leitores, anunciantes. Todos somos pais, filhos, sobrinhos, amigos e a esta hora uma família chora pela perda de um de seus membros, de apenas 15 anos, pelas mãos de um dito trabalhador (porque teve sorte de nunca ser preso antes), um marginal – e não uma estrela da mídia. 

Toda a sociedade acompanhou o caso. Cem horas que poderiam ser abreviadas se a imprensa fizesse APENAS seu papel ético: o de informar. Não de interferir nos fatos. Não o de tornar estrela de TV a marginalidade. Não de atrapalhar o trabalho policial que por si só – especialmente neste tipo de situação – já é tremendamente delicado. 

Uma polícia desvalorizada por mais de década por parte de certo partido no governo estadual e que ainda assim continua cumprindo seu papel. Um governo que tem como base a proibição e usa qualquer argumento para responsabilizar terceiros, maquiando a própria intransigência, como foi visto no episódio frente ao Palácio dos Bandeirantes. Polícia contra polícia. Pais de família. 

O triste evento no ABC paulista poderia ter sido encerrado antes, não fosse a busca irracional por números no Ibope. A polícia, que agora a imprensa aperta e tenta responsabilizar através de depoimentos de “especialistas” com imagens congeladas, inéditas e gráficos, teria feito sua parte dias antes não fosse o circo editorial que deu ao bandido todas as informações de que precisava e emparedou as autoridades. 

Todos viram, todos comprovaram, a polícia posiciona atiradores de elite e a imprensa coloca a informação no ar – obviamente sem a autorização do comando militar – como se dissesse ao bandido: “olha, não apareça sozinho na janela senão nossa audiência vai cair se você morrer logo”. 

A mídia irresponsável foi a câmera de segurança do marginal. Qualquer ação policial seria execrada pela mídia, policiais (pais de família) seriam punidos pelo bem da opinião pública. 

Pois bem, obtiveram a audiência tão desejada. Porém, neste momento, não era uma menina de 15 anos quem deveria estar com uma bala na cabeça. Claro que o meliante também tem família, também tem mãe que sofre e deve ter sofrido muito, mas convenhamos: antes o choro pelo lado do marginal que pelo lado da vítima. 

Não sou jurista, não sou advogado, não me cabe ser juiz, mas a mim cheira como cumplicidade em homicídio. 

Também não tive notícias sobre comissões de direitos humanos, de um lado ou de outro, como estiveram na ocasião da rebelião na casa de detenção de São Paulo – o evento dos 111 – e logo depois na rebelião da Febem – este que tive a infelicidade de cobrir “in loco” – e destruiu um imenso patrimônio público pago com dinheiro do contribuinte. Nada de OAB, nada de senadores ou padres. Defender o bandido em uma situação em que a tragédia era eminente seria uma temeridade até para eles. 

Não quero e não vou colocar na cruz Britos e Sonias, não sei o que rezam contratos com as emissoras, mas sei que pessoas acima destes se esquecem que também são ou serão pais, que também são filhos, que também estão expostos ao mesmo tipo de violência. Enquanto se discute exigência ou não de diplomas para exercício da profissão, jornalistas formados, graduados, reconhecidos fazem ou se deixam envolver no circo midiático. E envergonham a todos os profissionais sérios deste País. Outros, de certos programas sensacionalistas, são só sensacionalistas mesmo e mostram a falta de qualidade da programação. 

Não me espantaria que agora partissem com a defesa de insanidade mental daquele que usa por nome um sobrenome conhecido, mas com letra trocada. Mas me pergunto sobre o tal Estatuto da Criança e do Adolescente que não se importou com a exposição contínua de duas menores, quando bandidinhos não podem ter seus rostos mostrados. 

Espero, pessoalmente, que este marginal – do qual não quero sequer citar o nome – viva muito, esse personagem bizarro. Que tenha muito e muito tempo de solidão, de medo e de hostilidade que ele já conseguiu de outros presos antes de ser transferido de Santo André para Pinheiros. 

Fosse homem de verdade, esse infeliz, se queria provar algo, teria provado seu amor dando um tiro na própria cabeça, oxalá frente às câmeras que o fizeram rei. 

Do editor (pai de família)

P.S.: talvez o leitor não concorde em parte ou como um todo, cada um tem sua opinião que deve ser respeitada. Porém, independente disso, faça sua parte, use o que tem.

20/10 – Publicação do Terra Magazine:

http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI3270057-EI6578,00-Pimentel+midia+foi+criminosa+e+irresponsavel.html

17 Outubro 2008

São Paulo, por Washington Olivetto

Arquivado em: A cara do Editor — incorporativa @ 4:31 pm
Tags: , ,

Como esta seção não tem obrigação alguma de ser condizente com a linha editorial do blog ou da Revista INCorporativa, publico abaixo um excelente texto deste que é um dos ícones da publicidade, um empreendedor nato, talentoso, admirável. Além disso, eu também sou paulistano. Segue:

Alguns dos  meus queridos amigos cariocas têm mania de achar São Paulo  parecida com Nova York.

Discordo deles.  Só acha São Paulo parecida com Nova York quem não  conhece bem  a cidade. Ou melhor, quem a conhece superficialmente e  imagina  que São Paulo seja apenas uma imensa Rua Oscar  Freire.

Na verdade, o grande fascínio de  São Paulo é parecer-se com muitas  cidades ao mesmo tempo e,  por isso mesmo, não se parecer com  nenhuma.

São Paulo, entre muitas outras  parecenças, se parece com Paris no  Largo do Arouche, Salvador  na Estação do Brás, Tóquio na Liberdade,  Roma ao lado do  Teatro Municipal, Munique em Santo Amaro, Lisboa no 
Pari, com  o Soho londrino na Vila Madalena e com a  pernambucana  Olinda na Freguesia do Ó.

São Paulo é um  somatório de qualidades e defeitos, alegrias e  tristezas,  festejos e tragédias. Tem hotéis de luxo, como o Fasano, o  Emiliano e o L’Hotel, mas também tem gente dormindo embaixo  das 
pontes.

Tem o deslumbrante  pôr-do-sol do Alto de Pinheiros e a exuberante  vegetação da  Cantareira, mas também tem o ar mais poluído do país.  Promove  shows dos Rolling Stones e do U2, mas também promove  acidentes  como o da cratera do metrô e o do avião da TAM em  Congonhas.

São Paulo é sempre  surpreendente. Um grupo de meia dúzia de  paulistanos significa um italiano, um japonês, um baiano, um chinês, um  curitibano e um alemão.

São Paulo é  realmente curiosa. Por exemplo: tem diversos grandes  times de  futebol, sendo que um deles leva o nome da própria cidade e  recebeu o apelido ‘o mais querido’. Mas, na verdade, o maior e  o mais 
querido é o Corinthians, que tem nome inglês, fica  perto da  Portuguesa e foi fundado por italianos, igualzinho ao  seu inimigo de  estimação, o Palmeiras.

São Paulo nasceu dos santos padres jesuítas, em 1554, mas  chegou a  2007 tendo como celebridade o permissivo Oscar  Maroni, do afamado  Bahamas.

São Paulo já  foi chamada de ‘o túmulo do samba’ por Vinicius de  Moraes,  coisa que Adoniran Barbosa, Paulo Vanzolini e Germano Mathias  provaram não ser verdade, e, apesar da deselegância discreta  de 
suas meninas, corretamente constatada por Caetano Veloso, produziu  chiques, como Dener Pamplona de Abreu e Gloria  Kalil.

São Paulo faz pizzas melhores que  as de Nápoles, sushis melhores que  os de Tóquio, lagareiras  melhores que as de Lisboa e pastéis de feira  melhores que os  de Paris, até porque em Paris não existem pastéis, 
muito menos  os de feira.

Em alguns momentos, São  Paulo se acha o máximo, em outros um horror.  Nenhum lugar do planeta é tão maniqueísta.

São Paulo  teve o bom senso de imitar os botequins cariocas, e agora  são  os cariocas que andam imitando as suas imitações  paulistanas.

São Paulo teve o mau senso  de ser a primeira cidade brasileira a  importar a CowParade, uma colonizada e pavorosa manifestação de  subarte urbana, e  agora o Rio faz o mesmo.

Agora tem de  começar urgentemente a despoluir o Tietê para valer,  coisa que  os ingleses já provaram ser perfeitamente possível com o  Tâmisa.

Mesmo despoluindo o Tietê,  mantendo a cidade limpa, purificando o ar,  organizando o mobiliário urbano, regulamentando os projetos  arquitetônicos,  diminuindo as invasões sonoras e melhorando o  tráfego, São  Paulo jamais será uma cidade belíssima. Porque a beleza  de São  Paulo não é fruto da mamãe natureza, é fruto do trabalho do  homem.

Reside, principalmente, nas  inúmeras oportunidades que a cidade  oferece, no clima de excitação permanente, na mescla de raças e  classes  sociais.

São Paulo é a cidade em que a  democratização da beleza, fenômeno  gerado pela   miscigenação, melhor se manifesta.

São  Paulo é uma cidade em que o corpo e as mãos do homem  trabalharam  direitinho, coisa que se reconhece observando as  meninas que circulam  pelas ruas.

E se  confirma analisando obras como o Pátio do Colégio (local de  fundação da cidade), a Estação da Luz (onde hoje fica o Museu  da  Língua Portuguesa), o Mosteiro de São Bento, a Oca, no  Parque do  Ibirapuera, o Terraço Itália, a Avenida Paulista, o  Sesc Pompéia, o  palacete Vila Penteado, o Masp, o Memorial da  América Latina, a Santa  Casa de Misericórdia, a Pinacoteca e  mais uma infinidade de lugares  desta cidade que não pode parar, até porque tem mais carros do que  estacionamentos.

São Paulo não é  geograficamente linda, não tem mares azuis, areias  brancas nem  montanhas recortadas.

Nossa surfista  mais famosa é a Bruna, e nossos alpinistas, na  maioria, são  sociais.

Mas, mesmo se levarmos o  julgamento para o quesito das belezas  naturais, São Paulo se  dá mundialmente muito bem por uma razão  tecnicamente  comprovada.

Entre as maiores cidades do mundo, como  Tóquio, Nova York e Cidade do  México, em matéria de  proximidade da beleza, São Paulo é, disparado,  a  melhor. Porque é a única que  fica a apenas 45 minutos de vôo  do Rio de  Janeiro e o mais importante é que com essa distância  nenhuma bala perdida pode alcançar São Paulo !

Washington  Olivetto é paulista, paulistano e  paulistano.

6 Outubro 2008

Nova nota de 1 dólar

Arquivado em: A cara do Editor — incorporativa @ 11:47 am
Tags: , , , ,

1 Outubro 2008

Crise dos EUA para leigos

Arquivado em: A cara do Editor — incorporativa @ 12:11 pm
Tags: , , ,
 

Forma didática de explicar a crise americana. É assim:   

O seu Biu tem um bar, na Vila Carrapato, e decide que vai vender cachaça ‘na caderneta’ aos seus leais fregueses, todos bêbados, quase todos desempregados.

Porque decide vender a crédito, ele pode aumentar um pouquinho o preço da dose da branquinha (a diferença é o sobrepreço que os pinguços pagam pelo crédito).

O gerente do banco do seu Biu, um ousado administrador formado em curso de emibiêi, decide que as cadernetas das dívidas do bar constituem, afinal, um ativo recebível, e começa a adiantar dinheiro ao estabelecimento tendo o pindura dos pinguços como garantia.

Uns seis zécutivos de bancos, mais adiante, lastreiam os tais recebíveis do banco, e os transformam em CDB, CDO, CCD, UTI, OVNI, SOS ou  qualquer outro acrônimo financeiro que ninguém sabe exatamente o que quer dizer.

Esses adicionais instrumentos financeiros, alavancam o mercado de capítais e conduzem a operações estruturadas de derivativos, na BM&F, cujo lastro inicial todo mundo desconhece (as tais cadernetas do seu Biu).

Esses derivativos estão sendo negociados como se fossem títulos sérios, com fortes garantias reais, nos mercados de 73 países.

Até que alguém descobre que os bêubo da Vila Carrapato não têm dinheiro para pagar as contas, e pedem a falência do Bar do seu Biu. E toda a cadeia sifu!!!

Agora ficou fácil, não ficou?

 

 

 
Nota do Editor: Em outras palavras: foram brincar de pirâmide e sifuderam.
Para ver notícias sérias, acesse nossa revista eletrônica

 

 

 

Blog no WordPress.com.